Eu ainda acho que devíamos discutir valores ou, ao menos, possibilidades de indenizações pagas pela Prefeitura do Rio. Afinal, andar de ônibus na cidade, com ou sem sutiã, é, não só uma aventura, mas também uma tentativa de mutilação. Se há peito em abundância ou não, não importa.
O fato é que estou quase "monoteta" e esta ainda está dolorida. Motivo? Algumas vezes penso em como deve ser a análise para escolha dos motorista de ônibus do Rio de Janeiro. O pessoal do RH deve perguntar:
- O senhor é uma pessoal calma, dirige com cuidado?
O sujeito responde com um olhar sereno:
- Sim. Eu prezo pela segurança dos passageiros.
- Lamento, precisamos de alguém com um olhar mais profundo, fixo e com um jeito mais desesperado. Afinal, há engarrafamentos, passageiros com horário. Precisamos levar em conta on nossos horários também, a circulação deve durar X horas.
E assim, aquele cara que na nossa opinião não foi bem no psicotécnico e mal tinha coordenação para desenhar pauzinhos freneticamente, passa. E, consequentemente, ele que nos leva para cima e para baixo, desviando de todos os outros veículos das ruas, enfiando o transporte em espaços que, a princípio , são menores do que ele - e de fato são - e o motorista do outro veículo, assustado com o tamanho daquela "criança" que surge com todo gás atrás dele e na frente de outro, mete o pé no freio causando um pequeno acidente com uma fileira de carros que vem logo atrás.
Quem conhece, deve concordar. Se discordar, no mínimo é homem que não tem peito algum e não sente insuportável dor e muito menos percebe o movimento brusco dos peitos. Caramba, dói. Só isso que digo.
E mais, com certeza prejudica com o tempo. As mamas devem cair mais rápido. E para fazer os cálculos, devemos saber que o tempo da queda é diretamente proporcional à quantidade de vezes e tempo que andamos e permanecemos dentro de um ônibus. Eu deveria postar um gráfico que representasse o número de vezes por dia da semana que se precisa de um ônibus, mas vai ficar pra próxima. Com o que disse já dá pra visualizar.
Porém, o post é apenas para falar que andar de ônibus - no Rio - é prejudicial à estética. As mamas vão cair mais rápido. Mulheres que já fizeram cirurgia plástica de redução ou de mama ou colocaram próteses de silicone precisam estar cientes que há uma redução no tempo de duração das mesmas se necessitam frequentemente desse meio de transporte. Aquelas que acreditavam que iam manter tudo lindo e perfeito por 20 anos, podem desistir. Com todo o balanço proporcionado pelo veículo, a plástica não deve durar tanto tempo. As que nunca fizeram plástica e se gabam pelas fartas tetas, coitadas. Podem se preparar para gastar uma boa quantia dentro de algum tempo. Afinal, como o próprio movimento dos peitos dentro do ônibus, tudo que sobe tem que descer, e ali desce numa velocidade tão brusca que dá pra ver estrelas de tanta dor. Aliás, nem falei da dor quando menstruada...
A pior frase desse post:
Se Newton não tivesse deduzido a lei da gravidade - em baixo de uma macieira ou não - eu a teria descoberto dentro de um ônibus no Rio de Janeiro, mesmo que da forma mais dolorida e assustadora possível.